quinta-feira, 15 de novembro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
De Bonitinha, mas ordinária (Nelson Rodrigues)
Velha (como uma louca)
- Meu marido estava morrendo. Eu era mocinha. E adorava meu marido. Foi meu único amor. Estava morrendo. De câncer. Câncer no sangue. No quarto, eu caí com ataque. Meu primo, que aprendia judô, me carregou no colo. Meu marido já estava com o cheiro da morte. Eu chorava, gritava. Meu primo me levou para o quarto do lado. E, de repente, eu tive vontade de trair. Trair o homem que amava. Trair antes que ele morresse. Fui eu que beijei meu primo na boca! Eu! Enquanto meu marido morria, eu mesma puxava com as duas mãos o decote! Abria, assim, o decote!"
quarta-feira, 20 de junho de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Acho que a vida anda passando a mão em mim.
Acho que a vida anda pasando.
Acho que a vida anda.
Em mim a vida anda.
Acho que há vida em mim.
A vida em mim anda passando.
Acho que a vida anda passando a mão em mim
Por falar em sexo quem anda me comendo
É o tempo.
Na verdade faz tempo, mas eu escondia,
Porque ele me pegava à força e por trás.
Um dia resolvi encará-lo de frente e disse:
Tempo, se você tem que me comer
Que seja com o meu consentimento.
E me olhando nos olhos.
Acho que ganhei o tempo.
De lá pra cá ele tem sido bom comigo.
Dizem que ando até remoçando.
(Viviane Mosé em Pensamento Chão, 2007)
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
El poeta pide paso
No tengo paciencia para construir um cuento.En seguida me commuevo y lloro com su devenir.
Y luego recojo la palabra
o quedo riéndome como un loco de la recolección.
Entonces pongo la palabra delante de la expectativa
o cuento todo antes del fin.
Luego escribo un poema.
Pero me hace falta aquel momento del cuento
en qye la trama está armada,
los rastros están con todo su carisma
y el automóvil avanza en la ruta,
en la lluvia y en la melodia.
cuando llegues a ese momento.
¿me dejarás entrar en tu cuento?
Celso gutfreind
Y luego recojo la palabra
o quedo riéndome como un loco de la recolección.
Entonces pongo la palabra delante de la expectativa
o cuento todo antes del fin.
Luego escribo un poema.
Pero me hace falta aquel momento del cuento
en qye la trama está armada,
los rastros están con todo su carisma
y el automóvil avanza en la ruta,
en la lluvia y en la melodia.
cuando llegues a ese momento.
¿me dejarás entrar en tu cuento?
Celso gutfreind
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Sobras e restos
sobra: omissão insegurança descompasso vontade de se dar de receber
falta: completude comunicação compartilhamento carinho disponibilidade
resta: querer ficar paixão crer recomeçar
Consultório Poético. http://carpinejar.blogspot.com/search/label/Consult%C3%B3rio%20Po%C3%A9tico
falta: completude comunicação compartilhamento carinho disponibilidade
resta: querer ficar paixão crer recomeçar
"Não compreendo a educação, o pudor, o medo de incomodar, o receio de colocar quem a gente ama na parede. Eu emparedo desde o princípio e fuzilo: ficará comigo?
É o modo mais sadio para não se enredar no jogo dos amantes e na duplicidade da infidelidade."
Consultório Poético. http://carpinejar.blogspot.com/search/label/Consult%C3%B3rio%20Po%C3%A9tico
terça-feira, 24 de maio de 2011
não é tpm...
Vontade de chorar sem motivo
Sufocamento, de gritar, sair correndo
Olhar pro nada procurando alguma coisa que não sei
Querer ir não sei pra onde nem com quem
Não tenho motivos, mas dói
Quero chorar e sumir no infinito sozinha
Sufocamento, de gritar, sair correndo
Olhar pro nada procurando alguma coisa que não sei
Querer ir não sei pra onde nem com quem
Não tenho motivos, mas dói
Quero chorar e sumir no infinito sozinha
"Ele andava tristonho
Guardando um segredo
Chegava e saía
Comer não comia
E só bebia
Cadê a paz
Tanto que deu pra pensar
Que poderia haver outro amor
Na vida do nego
Pra desassossego
E nada mais"
Guardando um segredo
Chegava e saía
Comer não comia
E só bebia
Cadê a paz
Tanto que deu pra pensar
Que poderia haver outro amor
Na vida do nego
Pra desassossego
E nada mais"
Paulinho da Viola
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Fluir
Ela tenta não pensar em sexo
nos homens pontudos
nas mulheres macias
mas o sexo a persegue
está na ponta da caneta
acariciando este poema.
Ivone Vebber
nos homens pontudos
nas mulheres macias
mas o sexo a persegue
está na ponta da caneta
acariciando este poema.
Ivone Vebber
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Junto
"Eu tô te explicando pra te confundir
Tô te confundindo pra te esclarecer
Tô iluminado pra poder cegar
Tô ficando cego pra poder guiar"
Tom Zé
Quando um trauma é superado tudo faz sentido.
O medo foi embora e os desejos reprimidos vieram a tona.
Eu me basto, mas tudo fica tão melhor quando sei que te tenho.
Eu te prefiro a milhares. Teu toque, teu gosto, teu cheiro, tua respiração, teu cuidado.
Não preciso mais de seis mãos, três bocas, noites esporádicas. Tu me basta. Sem hora marcada.
O fato é, contradisse a todas as minhas crendices...
Impulsividade foi o resultado, mas não me arrependo.
Vivo todos os dias sem medo.
Não me amolem....
Sou contradição.
Eu vou à cidade hoje à tarde
Tomar um chá de realidade e aventura...
Não mais aquela paúra
De ser encarcerada pra ficar segura...
Levar a dura de cada dia
Sair da minha laia, chegar na sua
Paula Toller
terça-feira, 1 de março de 2011
Descompasso
O desejo anda sempre em descompasso com a solidez?
Os touros apreciam terra firme, mas ao mesmo tempo o aconchego de um corpo quente, e quando encontra não consegue distinguir os sentimentos que vem a tona.
Meu desejo sempre vem com força, muito perco o controle, mas na mesma rapidez e intensidade que surge se vai.
A desconfiança sempre entra sem bater, e a resistência não resiste em ficar, e fica, e vem ficando.
Muito desejei uma ilusão, sublimar os questionamentos e intensificar o estado de entrega, fazer permanecer, mas aí, sempre me encontro no meio termo, sempre entre o sim e o não sem revelação.
Jamais darei uma resposta tão concreta sobre esse turbilhão, não por maldade, mas talvez, por conforto de estar na zona de segurança, da minha segurança.
Nada quero pontuar com ponto final.... nem consigo
"louco amor,
perdido amor,
que mistério tem teus passos que sigo em descompasso..."
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Longevidade
Facebook
Orkut
Gmail
MSN
Ondas de rádio
Sinal de fumaça...
Nenhuma tecnologia.
Só te encontro dentro de mim.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Mas então, paixão...
Nada de destino, a situação mais improvável e ridícula, encontro sucedido de uma grosseria. Ser ignorada foi o suficiente para querer decifrar a carranca.
Pacato, sem ação, enigmático de dar medo, de morrer de vergonha.
Silêncio mútuo, nem bem desperto e já foi.
Me supero na arte de te impressionar, seduzir...
Sinto, frio, calor, pavor, tontura.
Lembro de todos os detalhes, os mínimos. Gosto de tudo, exatamente tudo, o bizarro, o inusitado.
Admiro a experiência, expressão, atitude, arte, olfato e o paladar.
Sutilezas e rompantes.
É recíproco? platônico?
Que importa!? dói de qualquer forma, medo de não ter, medo de perder, medo de acabar.
Egoísmo puro.
Nunca procurei,
muitas nem vi,
e agora, depois de um dia inteiro desligada do externo, se vier, me transformo no melhor que puder.
Tua existência é luz, riso, complemento. Tudo faz sentido, inspira.
Pacato, sem ação, enigmático de dar medo, de morrer de vergonha.
Silêncio mútuo, nem bem desperto e já foi.
Ouvir mil vezes o teu nome, e nem dar bola, até saber que esse nome, o teu nome, vai ser a unica coisa que vai importar nos próximos 7 dias até tu ligar.
Espero.... Espero... 8 horas, 3 dias, 5 dias, 7 dias:13 horas:20 minutos:15 segundos...
Todo o resto abstraio, desmarco, falto, desligo o celular, ignoro a bina....
Me supero na arte de te impressionar, seduzir...
Sinto, frio, calor, pavor, tontura.
Lembro de todos os detalhes, os mínimos. Gosto de tudo, exatamente tudo, o bizarro, o inusitado.
Admiro a experiência, expressão, atitude, arte, olfato e o paladar.
Sutilezas e rompantes.
É recíproco? platônico?Que importa!? dói de qualquer forma, medo de não ter, medo de perder, medo de acabar.
Egoísmo puro.
Nunca procurei,
muitas nem vi,
e agora, depois de um dia inteiro desligada do externo, se vier, me transformo no melhor que puder.
Tua existência é luz, riso, complemento. Tudo faz sentido, inspira.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Momento
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Coisa de mulher
A cerveja no balcão do caixa é minha.
Eu pego teu telefone.
Trago de ontem no bar com as gurias.
Uma semana depois e eu não liguei, nem vou ligar.
Eu só queria sexo.
Já paguei a conta.
Direitos iguais!
Eu pego teu telefone.
Trago de ontem no bar com as gurias.
Uma semana depois e eu não liguei, nem vou ligar.
Eu só queria sexo.
Já paguei a conta.
Direitos iguais!
sábado, 6 de novembro de 2010
Fitinha do Bonfim: eu tinha
"Você já foi à bahia, nega?
Não?Então vá!"
(Dorival Caymmi)
Coisa raríssima aconteceu com a minha fitinha do Bonfim,ela arrebentou!! Depois de exatos 1 ano e 8 meses. Ninguém tem paciência pra deixar uma fitinha tanto tempo no braço, por isso resolvi escrever sobre ela.
VERDE ESCURO: Está associado ao masculino, lembra grandeza, como um oceano. É uma cor que simboliza tudo o que é viril.
Coisa raríssima aconteceu com a minha fitinha do Bonfim,ela arrebentou!! Depois de exatos 1 ano e 8 meses. Ninguém tem paciência pra deixar uma fitinha tanto tempo no braço, por isso resolvi escrever sobre ela. Sempre tive vontade de conhecer a Bahia, principalmente Salvador, queria conhecer as minhas origens e as coisas que ouvia sobre Salvador aqui do Sul. Na realidade o que encontrei lá, não foi nada exatamente como eu imaginava, nenhum dos fortes que visitei eram senzalas o mercado modelo não servia para a venda de escravos, não encontrei nenhum museu da consciência negra.... enfim, o que me restou foi colocar uma fitinha do Bonfim e era isso.
Como segue a tradição? não exatamente, estava longe da Igreja do Bonfim para benzer a fitinha, e não sou católica então achei mais original pedir para um amigo baiano "da gema" colocar a fitinha no meu pulso. Pois bem, ele me disse que cada cor de fita simboliza um Orixá,logo um aspecto que segue:
BRANCO: paz, muita sabedoria e calma, inocência e pureza.
VERMELHO: É a cor da paixão e do sentimento. Simboliza o amor, desejo, poder, força e energia.
VERDE: Significa vigor, juventude, frescor, esperança e calma. Representa as energias da natureza, da esperança e do recomeço.
VERDE ESCURO: Está associado ao masculino, lembra grandeza, como um oceano. É uma cor que simboliza tudo o que é viril.AMARELO: A cor amarela é utilizada para ter muito dinheiro e riqueza e representa a sabedoria. Simbolicamente está associado à prosperidade. É também uma cor energética, ativa que transmite otimismo.
LARANJA: Traz sorte para as conquistas pessoais e para as profissionais. É uma cor quente, tal como o amarelo e o vermelho. É pois uma cor ativa que, significa movimento e espontaneidade.
AZUL: Traz segurança, tranqüilidade, harmonia e muita saúde. É a cor do céu, do espírito e do pensamento. Simboliza a lealdade, a fidelidade, a personalidade e subtileza. Simboliza também o ideal e o sonho.
ROSA: Usada para obter felicidade no amor. Significa beleza, saúde, sensualidade e também romantismo.
ROSA CLARO: Está associado ao feminino. Remete para algo amoroso, carinhoso, terno, suave e ao mesmo tempo para uma certa fragilidade e delicadeza. Está ainda associado à compaixão.
Diz o folclore que ela foi criada em 1809 e era conhecida como “medida do Senhor do Bonfim”, pois media 47 centímetros de comprimento, exatamente a medida do braço direito da estátua do santo milagroso dos baianos. Era usada no pescoço como um colar, no qual se penduravam medalhas e santinhos, funcionando como uma moeda de troca: ao pagar uma promessa, o fiel carregava uma foto ou uma pequena escultura de cera representando a parte do corpo curada com o auxílio do santo.
As tradicionais fitinhas de algodão vendidas ao redor da Igreja já viraram quase raridade: hoje, o "mercado" das fitinhas é dominado pelas feitas com material de poliéster, produzidas em escala industrial feitas para durar. E duram, por vezes, anos. Tantos que quando arrebenta, se arrebentar a pessoa nem lembra mais o que desejou, são três pedidos, um para cada nó, eu não creio muito nisso, mas em toda atmosféra baiana não custa nada tentar.
"Quem vai ao bonfim, minha nega
Nunca mais quer voltar
Muita sorte teve
Muita sorte tem
Muita sorte terá"
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Não podemos ser felizes sozinhos?
Machismo é um assunto que está sempre em voga, eu já escrevi sobre isso antes, mas ultimamente tem ocorrido fatos que me fizeram ter vontade de escrever novamente.
Porque nos é vendido que a felicidade está intimanente ligada a outra pessoa? Ouvi um comercial hoje que dizia assim: " Quero crescer e ser igual a minha mãe, namorar, desnamorar, casar e ser feliz", tá, ai assisti hoje, Comer, rezar e amar. Julia Roberts interpreta uma escritora que depois de se empanturar na Itália, rezar na India, ela conhece um cara em Bali e é feliz para sempre. Além de tudo isso ouso da dentista: "quando tu tiver teus filhos vai entender porque nos preocupamos".
A pergunta é a seguinte: Eu aposto que ninguém diz isso pra um homem - "quando tu tiver teus filhos vai entender porque nos preocupamos". E porque a felicidade está sempre ligada a alguém? é claro do sexo oposto que é a solução dos seus problemas. Putz, será que em meio a o caos, uma viagem não pode servir para ter o auto controle, auto-estima e ser feliz com as oportunidades da vida, aproveitar as paixões mas levar isso como pitadas de aventura, ou simplesmente como meros romances, e não ver um fim nisso, se acabar dentro de um pote de sorvete quando tudo terminar como se somente aquele cara ou alguém fosse capaz de te fazer feliz. Não podemos ser felizes sozinhos?
"Eu só errei quando juntei minha alma a sua, o sol não pode viver perto da lua"
Nelson Cavaquinho/Alcides Caminha/Guilherme de Brito
domingo, 17 de outubro de 2010
Ócio
Ontem na aula de informática comecei a montar um blog, não só para difundir o projeto, mas tinha a idéia de faze-los interagir comigo e com os colegas. Como tudo tem que partir de algum lugar, pedi para pesquisarem a respeito de blog, eu mesma fiz uma pesquisa mais aprofundada a respeito do uso, e a conclusão que se chega, é que a maioria é utilizada como diário. Mas por quê? Será que temos a necessidade de escrever sobre a nossa vida? já não reclamamos dela o suficiente para as pessoas que convivemos?
Pois é, eu digo sim, mas também tenho um blog e também reclamo da minha vida nele. Há tem tanta porcaria na internet com conteúdo que ainda por cima faz mal para a sociedade, eu só estou escrevendo bobagens, que vida interessante a minha...
Na real é a minha falta de talento, não sei cantar, não sei dançar, não sei atuar, não sou popular, não sou aventureira, não sou uma boa profissional da informação..... hahahahah
Depois de pedir demissão e não ter emprego em vista, me sinto cada vez mais curtindo um ócio criativo, que vidinha né, só me sinto realizada quando estou fazendo coisas não remuneradas.
É foda, eu não consigo absorver essa idéia que vendem, "dinheiro traz felicidade"... Nos prostituimos por dinheiro. Vendemos 4, 6, 8 horas diárias de conhecimento / mão de obra, executando atividades que na maioria das vezes são as que nos dão grana, mas não nos fazem felizes.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Livros
Livros (Caetano Veloso)
Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.
Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura.
Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou o que é muito pior por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:
Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas.
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